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7 de setembro de 2010

Quinze anos atrás...



Sábado passado completaram-se 15 anos desde a primeira exibição do seriado Xena: A Princesa Guerreira. Eu teria postado algo nesse dia, mas realmente só fui me lembrar da possibilidade ontem à noite. Então, pra não deixar passar uma data importante para mim, apesar de eu ter certeza que esse post vai causar um levante de dúvidas sobre a minha sanidade e eu terei que ouvir milhões de piadinhas, eu vou escrever hoje mesmo. Isso é um post nostálgico. Qualquer um com mais de 17 anos se lembra do seriado exibido pelo SBT entre 1996 e 1999 e mesmo que não acompanhasse já viu algum episódio ou ouviu falar em algum momento.

Me absterei aqui de apresentações, pois acredito não ser necessário. Quando a emissora do Tio Silvio começou a passar a série, eu tinha seis anos. Xena foi a primeira heroína da minha infância e, aos seis anos, eu queria ser igual a ela. Entrei nas aulas de karatê (pode rir agora). Aliás, é mérito da serie não se levar a sério. Apesar das últimas temporadas terem ganhado episódios com um tom mais sério, a brincadeira sempre foi a base de tudo. Xena tinha, drama, ação, romance, história e principalmente comédia, e misturava tudo com a destreza que possui aquele que é capaz de rir de sí mesmo. É aí que a série poderia ter sido um fracasso. Mas felizmente não foi assim, graças à dupla de protagonistas.

Não consigo imaginar ninguém que não Lucy Lawless na pele de Xena, bruta, engraçada, muitas vezes boba e outras tantas sentimental. Ela consegue equilibrar tudo na dose certa e se não fosse assim a série com certeza não se sustentaria. Reneé O’Connor no papel de Gabrielle, fiel escudeira de Xena (sim, aquela loirinha irritante que não cala a boca e anda com um cajado), consegue manter o mesmo equibrio e as duas têm uma química enorme. Apesar de ter ótimos coadjuvantes (o atrapalhado Joxer e o inesquecível Ares, deus da guerra), o seriado não se sustentaria, não fosse a química de sua dupla principal, assim como talvez sua memória não durasse tanto sem o carinho e a atenção de Lucy e Reneé, que fazem questão de manter contato com os fãs e aparecer em convenções de Xena e performar cenas clássicas dos episódios.

Xena fez parte não só da minha, mas da infância de muita gente, e se engana quem pensa que adultos não assisitiam. Hoje, nove anos após o fim do seriado, que terminou em 2001 em sua sexta temporada, ainda existe uma sólida base de fãs no mundo inteiro e vários países ainda reprisam os episódios. É figurinha comum em qualquer lista de melhores seriados e teve grande importância na consolidação do papel da heroína na tv. Muitos figurões dos bastidores da tv americana atual saíram de Xena e muitos outros são fãs declarados do seriado, que influênciou (e influencia) vários outros.

No fim das contas, eu só queria deixar registrado o meu agradecimento à todo mundo que ajudou a trazer Xena à vida. Por mais boba e piegas que a série possa ser muitas vezes, a importância que ela teve e tem na minha vida é grande. Não é qualquer série que sobrevive 15 anos na memória e no coração das pessoas. Quinze anos e suas reprises ainda são a maior audiência da Record. Infelizmente, as duas últimas temporadas nunca viram a luz do dia na tv aberta, embora tenham sido compradas pela rede do Bispo, que não as veicula muito provavelmente por conta do forte subtexto gay e das referências religiosas. Mesmo assim, continuem passando as reprises, nós continuaremos assistindo. Obrigada.

Por Kill

24 de junho de 2010

O que precisam para ser felizes?

Foto: Reprodução

Desde cedo aprende a bordar, cozinhar e limpar. Claro, tudo faz parte de uma educação voltada única e exclusivamente para sua própria felicidade. Não podemos nos esquecer de toda preocupação dedicada aos cuidados com a beleza física e comportamental, devendo sempre exalar doçura e suavidade. É, até porque, caso todas essas exigências não sejam cumpridas à risca, a felicidade tão sonhada e desejada acabará por ser uma frustração. Fundamento tal afirmativa. Se não fazem “cama, mesa e banho”, não se envaidecem para atrair atenção alheia, não exibem doçura, sutileza no andar, falar, e em tudo quanto fazem, os seus pretendentes podem não achá-las mulheres à sua altura. Logo, lá se vai a oportunidade de ser feliz, pois toda educação que elas recebem é para que, no futuro, possam encontrar um bom partido, rico, diga-se de passagem. É, estou falando dos contos de fadas, não perceberam ainda?

A Branca de Neve só pode ser “feliz para sempre” ao encontrar seu príncipe encantado. Já com a Cinderela, aconteceu diferente... Quer dizer, não! Ela também só pode ser feliz ao lado de um príncipe. Vale salientar que se a mesma não fosse prendada, jamais o teria conseguido. Sabe, é por isso que gosto da Mulan. Tudo bem que ela, para variar, só foi feliz ao lado do...? PRÍNCIPE!!! Porém, o conto não deixou tão forte a mensagem de que somente um homem pode trazer a felicidade feminina, afinal, ela mostrou que conseguia muita coisa mesmo na condição de menina (não esperou o príncipe chegar), o que não é muito aceito por alguns fulanos, crentes que apenas a presença masculina lhes dá uma boa vida.

Tá ok que, de fato, o ser humano, seja homem ou mulher, necessita de companhia, mas chega dessa de “menina prendada para conseguir um bom partido que lhes dê uma vida digna e cheia de conforto”. Nós mulheres podemos conseguir o castelo e depois o príncipe, ao invés de tê-lo como único meio de chegar ao castelo. Ai, ai...! Essa dependência remete à mulher vitoriana; não tinha vez nem voz, apenas tinha de sucumbir aos desejos masculinos, devendo estar sempre a postos quando requisitada. Mas isso já é assunto para uma próxima postagem...

Por Ysabelly Morais