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14 de junho de 2010

Para terminar bem o dia

Foto: Reuters
Jogadores da Argélia comemoram o único gol da partida contra a Eslovênia

A manhã deste domingo começou com uma fraca apresentação entre Argélia e Eslovênia. A vitória de 1 a 0 dos eslovenos garantiu-lhes a liderança do grupo. É difícil dizer se deu zebra, pois a Eslovênia lidera o grupo C, que ainda traz Inglaterra e Estados Unidos, empatados com um ponto, ou se deu frango. Aos 33 minutos do segundo tempo, Koren chutou contra as traves do goleiro Chaouchi, que engoliu o segundo frango da competição, e fez o gol da partida.

O jogo não teve muita emoção. Destaque para a “dancinha” de comemoração dos eslovenos após o gol. Nada que chegue aos pés dos “Dançarinos da Vila”, mas deu para ver que foi muito bem ensaiada. Mais interessante do que a partida, foi a presença do francês, filho de argelinos, Zinedine Zidane.

A partida entre Sérvia e Gana não foi tão diferente da primeira, mesmo ambas as seleções tendo alguns jogadores que são relativamente melhores. No caso da Servia, Vidic, Ivanovic, Krasic e Stankovic. E do lado de Gana, o meia Asamoah. A tática prevaleceu e o jogo ficou parado no meio de campo.

Para não dizer que o jogo foi monótono até o fim, teve uma expulsão do zagueiro Lukovic, que até fazia boa partida. E para piorar a situação Kuzmanovic colocou a mão na bola dentro da área aos 37 minutos do segundo tempo. Pênalti. Asamoah bateu firme e abriu o placar para Gana. Ele ainda teve tempo de bater uma bola na trave no último minuto, mas o jogo terminou assim mesmo, 1 a 0 para Gana, que foi a única seleção africana a ganhar seu jogo na Copa até agora.

Pelo fim do pragmatismo, da tática e da falta de talento, a Alemanha entrou em campo no fim do dia para aplicar a primeira goleada do Mundial. Tudo bem que o adversário era a fraquíssima Austrália, mas isto não minimizou o resultado, nem a beleza da partida.

A seleção alemã começou a partida um pouco nervosa, deixou a Austrália trocar alguns passes, e esta quase abriu o placar aos 4 minutos com Cahill, ele desviou de cabeça, mas Lahm cortou. Garcia ainda tentou completar, mas fora só um susto para a Alemanha. Que depois de recuperada começou a trocar passes rápidos e precisos e aos 8 minutos abriu o placar com Lucas Podolski. Não foi um gol qualquer foi o mais bonito, Özil tocou para Müller, que tocou para a entrada da área, onde estava Podolski e com um belo chute de esquerda mandou a bola para o fundo das redes.

O segundo gol foi de Klose, ele já tinha perdido em várias situações de gol, mas depois de um cruzamento certeiro de Philipp Lahm, ele desviou para o gol, aproveitando a péssima saída do goleiro Schwarzer da Austrália. Após uma péssima temporada pelo Bayern de Munique, na qual só marcou dois gols, Klose chega com grandes expectativas de chegar à marca de Ronaldo Fenômeno em copas. O atacante brasileiro tem 15 gols em mundiais, já Klose chegou a 11 no jogo desta tarde, e só precisa de mais quatro.

A Alemanha jogou com qualidade técnica, criatividade e posse de bola, até parecia a seleção brasileira em outros tempos. Mas no segundo tempo, a Austrália estava disposta a não deixar tudo tão barato, adiantou a marcação e conseguiu um pouco mais o domínio, mas foi só Cahil ser expulso que a Alemanha mostrou de novo quem mandava.

Aos 23 minutos Müller fez um belo gol, depois de avançar por toda a marcação. Cacau, brasileiro naturalizado alemão, fechou a goleada aos 25. Finalmente um jogo de Copa do Mundo, como deve ser, com bom toque de bola, muitos gols e uma equipe de tradição vencendo bem.

Por Hévilla Wanderley

12 de junho de 2010

Em dia de goleiro não há goleadas


O segundo dia de jogos começou bem cedo, Coréia do Sul e Grécia entraram em campo às 8h30 (horário de Brasília) para jogarem a pior partida até aqui, não que já se tenha muitos jogos, mas isso não isenta a pontaria ruim dos coreanos, apesar de ser uma equipe até arrumadinha, e a péssima defesa da Grécia. Esta última nunca marcou um gol em copas do mundo, e pelo que parece, continua tentando o mesmo neste Mundial.

Por isso mesmo a Coréia venceu sem grandes dificuldades. 2 a 0 foi o placar final do jogo. Os gols foram marcados aos 7 minutos do primeiro e do segundo tempo, o último marcado pelo “craque” do time, Ji-Sung Park, jogador do Manchester United.
Este placar deu à Coréia a ponta do grupo B, já que a principal candidata para liderança, a seleção argentina, ganhou da Nigéria com um magro 1 a 0. O melhor jogo da copa até aqui contou com muitas chances de gol, 29 no total, 20 para os hermanos, no qual sete foram diretos no gol.

Messi, atual melhor jogador do mundo foi quem mais brilhou pela Argentina: driblou, chutou a gol e se movimentou como só faz no Barcelona, quer dizer, ainda não tem bem como no Barcelona, mas já é um começo para amenizar um pouco as criticas que são feitas por causa da diferença do seu desempenho nas duas equipes. Mas, e sempre tem um mas, hoje foi dia de Enyeama. O goleiro nigeriano fez defesas inacreditáveis, parou o craque argentino como poucos fizeram essa temporada, ou seja, só Julio César.

Porém o que Messi não conseguiu insistentemente fazer, Heinze o fez e de cabeça. Aos 6 minutos do primeiro tempo o "gringo sagrado", como é chamado carinhosamente em seu país marcou o único gol do jogo.

Para terminar o dia, aconteceu o primeiro jogo do grupo C, que foi entre Inglaterra e Estados Unidos. Com ameaças de Al Qaeda de um ataque terrorista, o jogo teve a segurança mais reforçada da competição. Mas felizmente nada aconteceu. Fora de campo, porque dentro...

A Inglaterra abriu o placar logo aos 4 minutos do primeiro tempo, Rooney, passou para Heskey, que tocou para Gerrard, e o capitão do English Team concluiu depois desta bela triangulação. Os norte-americanos montaram um paredão na defesa, ficaram mais tempo com a posse de bola e usaram as bolas levantadas na área como principal arma de ataque.

Mas o empate não veio da cabeça, e por ironia, nem dos pés de nenhum jogador dos Estados Unidos, mas das belas mãos do goleiro inglês Robert Green. Se for verdade o que o ditado diz, “o primeiro frangaço da copa a gente nunca esquece”, principalmente se este for o motivo para a não vitória de sua equipe.

Os últimos 45 minutos começaram e terminaram de forma bem equilibrada, a Inglaterra chegou a ocupar o campo adversário no começo, depois o jogador americano Altidore acertou um balaço na trave de Green, provando que algumas traves são mais competentes do que certos goleiros. E bem no finzinho, o time da terra da rainha ainda conseguiu chegar com perigo na área adversária, mas parou na competência do goleiro americano Howard, provando que hoje foi o dia dos goleiros e não das goleadas.

Por Hévilla Wanderley

11 de junho de 2010

Um equilíbrio espetacular

Depois de quatro anos espera, o mundo volta a parar e se concentrar no maior torneio de seleções do planeta. Exatamente, a Copa do Mundo de Futebol começou. Parece estúpido repetir o que todo mundo sabe, afinal, se você não saiu do planeta nos últimos meses, com certeza está ciente disso, de que todos os olhos estão e estarão voltados para o continente africano durante este mês, mas precisamente, o extremo sul da África.

México, equipe mais técnica que a sul-africana, porém com torcida menor

E por falar em África, em futebol, por que não incluir o México nessa conversa e também o jogo de abertura? Foi um bom jogo, dentro do esperado, nem mais, nem menos. Duas equipes equilibradas, o México até conta com jogadores mais técnicos do que a África do Sul, mas esta conta com mais torcida e “vuvuzelas” do que o México.

O primeiro tempo começou com total domínio do México, com toques precisos, marcação na saída de bola e quando possível, rapidez no contra-ataque. Giovani dos Santos foi o principal nome do time, o ponta direita além de se movimentar bastante durante o jogo, principalmente no primeiro tempo, ainda fez cinco desarmes. Nos primeiros minutos a África chegava raramente ao ataque e quase não apresentava riscos. O jogo só se tornou mais equilibrado depois dos trinta minutos iniciais.

Com o jogo mais movimentado, os jogadores sul-africanos começaram a se destacar Dikgacoi (nome fácil de pronunciar) do Fulhan, na saída de bola e Pienaar do Everton na armação das jogadas, fazendo o desempenho da África melhorar, mas não o suficiente. Somente no finalzinho do primeiro tempo a seleção sul-africana coloca pressão na equipe mexicana ao cobrar uma série de escanteios.

O começo do segundo tempo o jogo se tornou mais equilibrado e com mais espaços, os dois times já não estavam tão cautelosos, nem tão ansiosos como aparentavam no primeiro tempo. Principalmente a África do Sul, que antes acuada pelo México, foi ao ataque sem medo. E para a alegria do técnico Parreira, abriu o placar aos oito minutos com Tshabalala (não vou implicar com esse nome porque eu consigo pronunciá-lo). O México voltou a pressionar, mas sem a mesma velocidade e precisão do primeiro tempo, a África do Sul era mais perigosa e ainda desperdiçou duas chances de gol.

O mesmo não fez Rafa Marquez do México, após um cruzamento na área aos 32 minutos, o zagueiro dominou e mandou a bola para o fundo das redes, igualando o placar e calando as vuvuzelas, a África ainda perdeu a chance de vencer com Mphela no finalzinho do jogo, mas terminou assim mesmo, empatado em 1 a 1.

África do Sul, anfitriã da Copa este ano

Mas África do Sul e México não fizeram o único jogo do dia, ainda abrindo a primeira rodada, o Uruguai dos Diegos Forlan e Lugano, estreou hoje contra a nossa querida França, sempre lembrada pelas vitórias em cima do Brasil, pela mão classificatória do Henry e de vez em quando, pelo futebol, que convenhamos, de uns tempos para cá é tão bom como a sanidade do seu treinador Domenech.

O segundo jogo do dia começou mais movimentado e aberto do que o primeiro. Quem esperava uma França muito desorganizada, viu uma seleção com mais volume de jogo do que o habitual e criando as melhores oportunidades da partida. No meio do segundo tempo os dois times buscaram mais o ataque, o que obrigou os seus goleiros a fazerem grandes defesas. O Uruguai passou a maior parte do tempo se defendendo e tentando sair no contra-ataque.

No segundo tempo, a partida foi mais truncada, o jogo se desenvolveu no meio de campo, ou melhor dizendo: não se desenvolveu, parou no meio de campo. O jogo por alguns minutos pareceu que seria melhor do que o primeiro, mas os indícios eram falsos, como um falso profeta. E o Saldo: muitas faltas, muitos cartões amarelos e uma expulsão. Lodeiro foi exatamente aquele jogador que entra no segundo tempo, só para ser expulso, passou cerca de 18 minutos em campo. Ele tinha entrado no lugar de Gonzalez, jogador premiado com promoção: Assista ao jogo dentro de campo!

Mesmo com a expulsão, o jogo não melhorou, ficou pior. O Uruguai se fechou inteiro e a França usou como recurso bolas alçadas na área e também a bola parada. Mas nada que tirasse o 0 a 0 do placar.

O primeiro dia da copa começou como o esperado, o grupo mais equilibrado na teoria, provou que também o é na prática. Agora só nos resta esperar os outros jogos, os outros grupos e torcer, não por um time em especial, mas pelo pobre bom futebol, que ele apareça logo.

Por Hévilla Wanderley