Isabely e seu marido eram separados, mas aquele homem violento ainda insistia em tê-la, e sempre tentava agredi-la.
Um certo dia, Isabely conversava com suas amigas na rua, quando João, seu ex-marido, apareceu. Embriagado, dominado pelo desejo, ciúmes e ódio, ele tenta mais uma vez um possível retorno do relacionamento e assim conseguir realizar o seu intento: o puro e simples sexo, sem amor, compaixão ou sentimento.
Entretanto, Isabely não tem o menor interesse em reatar, por conhecer a índole do ex-marido e simplesmente o esnoba. Inconformado, João começa a xingá-la dos piores nomes que alguém pode imaginar, ali mesmo, na rua, na frente de todos, um espetáculo a céu aberto.
Não bastasse isso, ele passa a agredi-la fisicamente, puxar-lhe os cabelos, chutes e socos. Ela tenta incessantemente se defender e luta com ele, quando se agarra em seu pescoço, na tentativa de morde-lhe o pescoço e arrancar-lhe o pedaço. Nesse momento, bate uma mistura de desgosto e raiva imensa. Isabely não tinha dentes, não podia mordê-lo, não ia arrancar o pedaço do pescoço e ia continuar apanhando. Apenas ouve-se uma risada de João.
Mas ele não contava com a ironia do destino. Havia um tijolo ao lado, e Isabely percebeu. Sem perder tempo, tacou-o no meio dos dentes de João.
- Ri agora, gritava Isabely
Ao jorrar o sangue, as pessoas em volta tiraram Isabely de cima do homem banhado de sangue, e este imediatamente desatou a correr, jurando vingança.
Por Deyse Plácido
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